a mulher mais forte do mundo | Filipa Madeira
a mulher mais forte do mundo é uma performance que cruza circo contemporâneo e escultura para investigar a relação entre força e fragilidade no corpo feminino. Inspirada nas mulheres do circo tradicional, que desafiavam normas ao exibirem a sua força, a artista manipula pedras com mãos e pés, reinventando o antipodismo fora da cadeira e com o corpo apoiado diretamente no chão.
Este solo questiona os papéis de género e as imagens atribuídas ao corpo da mulher. Que corpos são lidos como femininos? O que se espera desses corpos? Quem é, afinal, a mulher mais forte do mundo?
O corpo em cena constrói metáforas sobre o trabalho invisível, o cansaço acumulado e a herança histórica que molda o feminino. As pedras tornam-se símbolo de memória e persistência, num jogo poético entre o que pesa e o que sustenta.
Este projeto foi vencedor da bolsa Sementeira 02 – Bolsa de novas criações para o Alentejo, da Antípoda- a.c. e em parceria com a Pó de Vir a Ser, entre outras entidades do Alentejo.
Ficha técnica:
Direção artística, criação e interpretação_ Filipa Madeira
Apoio à criação_ Leonardo Shamah
Produção executiva_ Luís Coelho Graça
Dramaturgia e textos_ Filipa Madeira e Leonardo Shamah
Composição sonora_ Carolina Lecoq
Fotografia e vídeos_ Carolina Lecoq
Música original_ Helena Nogueira e Marco Massano
Técnico de luz e som_ João Nunes
Coprodução_ SEMENTEIRA 02 – Bolsa de novas criações do Alentejo/ Antípoda A.c. ; O Espaço do Tempo, Umcoletivo, Pó de Vir a ser e Alma D’Arame.
Com a participação de: Adelaide Pasão, Adelaide Silva, Ana Santos, Andrea Barros, Beatriz Ferreira, Carla Godinho, Carla Gonçalves, Carolina Machado, Filomena Caetano, Jacinta Torres, Leonor Serpa Branco, Ludovina Gonçalves, Luísa Demétrio Raposo, Malin Brandl, Maria d’Alegria, Maria da Graça do Casal, Maria de Lurdes Gonçalves, Maria Rosa Baptista, Mercinda Correia, Michaela Skrein, Rita Madeira, Romana Canhoto, Sara Casal, Sara Pasão, Sofia Correia, Stephanie Skrein, Virginia Alface, Virginia Mira.
Filipa Madeira é natural de Évora. Estudou escultura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Especializou-se em antipodismo no INAC (V.N. Famalicão). Trabalha atualmente em coletivos de circo em Portugal e na Áustria. Criou em 2025 o seu primeiro solo “a mulher mais forte do mundo”, onde explora o antipodismo com esferas de pedra – a sua matéria de especialização na escultura. Nas suas criações desenvolve relações entre objetos, contraste entre pesos e formas, bem como a manipulação de objetos não convencionais. Atualmente trabalha na comunicação e mediação cultural da associação Pó de Vir a Ser, em Évora.
Condição do Campo é um ciclo de residências artísticas que explora a escultura em diálogo com outras formas de arte, como som, fotografia, pintura, desenho, performance e literatura. Esse espaço de experimentação busca novas formas de organizar a pedra e a escultura, expandindo seus limites e refletindo sobre seu significado.
GEOLOGIA DA ATENÇÃO é o programa bienal da Pó de Vir a Ser. A Pó de Vir a Ser é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direcção-Geral das Artes e Município de Évora. Integra a RPAC – Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

