ATELIER DE FILOSOFIA PARA CRIANÇAS | com Célia Rocha
Para crianças dos 6 aos 12 anos
11 de abril a 23 de maio de 2026
Pó de Vir a Ser
O que é um atelier de Filosofia para as Crianças?
A Filosofia para crianças foi iniciada nos anos 70 pelo filósofo Matthew Lipman
(1923/2010) e pela filósofa Ann Margaret Sharp (1942/2010). Trata-se de um
método holístico e orgânico que segue os pensamentos da médica e pedagoga
Maria Montessori (1870/1952) e ainda do filósofo e pedagogo John Dewey
(1859/1952). Pode definir-se como pedagogia ativa que permite o
desenvolvimento cognitivo, afetivo e a aprendizagem da criança através dos seus
sentidos, das suas ações e da procura autónoma da experiência, do movimento,
da percepção e da reflexão.
Estes ateliers concretizam-se num encontro entre uma mediador/a do atelier e um
grupo onde se vai criar uma comunidade de investigação onde vão problematizar,
argumentar e conceptualizar uma ideia, um tema ou conceito.
Objetivos educativos da prática dos ateliers de Filosofia
O objetivo é permitir desenvolver:
– A expressão oral (ouvir/falar),
– A integração num diálogo e a aceitação dos acordos para a criação do diálogo,
– A problematização e argumentação das ideias,
– O respeito e a constatação da pertinência das suas ideias e das ideias dos
Outros,
– A exploração de conceitos e de temas em profundidade,
– O desenvolvimento do vocabulário enquanto lhe atribui sentido e conceptualiza,
– A estruturação da argumentação,
– O desenvolvimento do pensamento crítico, criativo e vigilante/cuidado.
– A liberdade para pensar o que lhe interessa enquanto desenvolve o seu
raciocínio. A criança constrói a sua autonomia e reflete para criar a sua resposta e não a «boa» resposta esperada pelo adulto,
– A diversão da criança e do jovem enquanto identifica e respeita o seu tempo e o tempo dos Outros,
– A construção da confiança em si mesmo e a aprendizagem da identificação e
nomeação das suas emoções e dos seus sentimentos, desenvolvendo assim a
empatia e a cooperação com os Outros e o respeito pelas diferenças,
– A educação social para a cidadania e a promoção de comportamentos mais
responsáveis.
Como decorre um atelier de Filosofia para Crianças?
O grupo (entre dez e quinze crianças) forma um círculo com o
nome visível, de modo que todos se vejam e se possam nomear.
Iniciamos o atelier com um momento de «prática de atenção» que pode consistir
numa respiração consciente e profunda, num jogo em silêncio e em grupo que
solicita a concentração e o retorno ao instante presente, pode ser, por exemplo,
escrever e colorir o seu nome de um modo personalizado e cuidado.
Em cada atelier há diferentes suportes para criar e desenvolver o diálogo, pode
ser uma fotografia, uma música, uma história, uma questão…
Relembramos o que é a filosofia e o que vamos fazer, assim como os acordos
que temos para a organização do trabalho da comunidade de investigação. Esses acordos estarão à vista de todos para nos relembrarmos se nos afastarmos dos nossos objetivos.
No final do atelier há um trabalho escrito ou artístico para registar como se
sentiram com o atelier e o que guardam dessa experiência. Há também a
possibilidade de as crianças pensarem sobre a sua evolução nos ateliers com a ajuda de um formulário. O atelier tem a duração entre 45 e 60 minutos.
_ Calendário dos ateliers para Crianças (dos 6 aos 12 anos):
1º atelier: 11 de Abril 2026 > 11h00 –« O que é a Arte?»
2º atelier: 18 de Abril 2026 > 11h00- «O que é o Belo?»
3º atelier: 25 de Abril 2026 > 11h00- «O Artista é Livre?»
4º atelier: 2 de Maio 2026 > 11h00 – «O que é o Feio?»
5º atelier: 9 de Maio 2026 > 11h00 – «A Arte deve imitar a Natureza?»
6º atelier: 16 de Maio 2026 > 11h00 – «O que é o Público? / O que é público?»
7º atelier: 23 de Maio 2026 > 11h00 – «Os gostos discutem-se?»
_Duração das sessões:
1 hora
_Local das sessões:
Os ateliers têm lugar na Pó de Vir a Ser, Rua de Machede, Nº 58,700-864, Évora.
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Trabalhou como Auxiliar de Educação Infantil, aprofundando a sua formação como Assistente Montessori dos zero aos seis anos e na pedagogia Reggio Emilia, abordagens que alimentam o seu interesse por processos educativos, sensíveis, relacionais e criativos.
Atualmente, integra a Associação Pó de Vir a Ser como Assistente de Produção Cultural, onde participa na conceção e mediação de projetos culturais e educativos, movida pela atenção ao gesto, à palavra e ao encontro.
Condição do Campo é um ciclo de residências artísticas que explora a escultura em diálogo com outras formas de arte, como som, fotografia, pintura, desenho, performance e literatura. Esse espaço de experimentação busca novas formas de organizar a pedra e a escultura, expandindo seus limites e refletindo sobre seu significado.
GEOLOGIA DA ATENÇÃO é o programa bienal da Pó de Vir a Ser. A Pó de Vir a Ser é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direcção-Geral das Artes e Município de Évora. Integra a RPAC – Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.


















