Fotografia
Isto Não é um Cubo | Sessão Aberta com Marta Mestre
5 de abril, 16:30-18:30 - Pó de Vir a Ser, Évora
Datas anteriores:
8 de março, 16:30-18:30 - Culturgest, Lisboa
22 de março, 10:00-12:30 - Arquipélago, Açores
No âmbito do projeto Isto não é um Cubo, que propõe repensar os modos de fazer e de olhar para a criação artística contemporânea, a curadora Marta Mestre traz uma intervenção essencial para a reflexão sobre o papel das instituições, da curadoria e do público na experiência atual.
A sua participação abre um espaço de diálogo sobre temas fundamentais como a relação entre arte e sagrado, a influência do consumo digital na fruição artística e os desafios da representatividade nos museus e coleções. Ao questionar a separação entre centro e periferia na produção artística, a convidada reforça a ideia de que qualquer território pode ser um espaço de criação e pensamento crítico, desmontando hierarquias impostas pelo sistema da arte.
Marta Mestre sublinhará a necessidade de tornar os museus mais transparentes e acessíveis, problematizando a forma como muitas coleções resultam de processos históricos marcados por desigualdades e extração colonial. A curadora vai destacar a importância de ressignificar esses acervos e de construir narrativas que incluam diferentes vozes e experiências, através de exemplos de Portugal e do Brasil, especialmente.
A discussão também abordará a tensão entre o mercado da arte e a criação artística como ferramenta de pensamento crítico, questionando até que ponto a arte pode realmente transformar a sociedade, distinguindo a sua capacidade de gerar consciência e debate da efetiva implementação de mudanças estruturais. Apesar das limitações, Marta Mestre procurará demonstrar como a arte continua a ser um espaço essencial para a criatividade e a experimentação, permitindo novas leituras sobre o mundo e sobre as relações de poder que nele operam. Serão abordados exemplos como as exposições "Farsa" (Sesc-Pompeia, São Paulo, 2020), "Problemas do primitivismo, a partir de Portugal" (CIAJG, Guimarães, 2024), nas quais Marta Mestre trabalhou.
Esta intervenção aberta ao público - num total de 9 ao longo da vida do projeto "Isto não é um Cubo" - estimula uma reflexão coletiva e participativa sobre o lugar da arte contemporânea na sociedade e incita os participantes a pensar o museu como um espaço vivo e polifónico, e a curadoria como um exercício de mediação e de transformação.
8 de março, 16:30-18:30 - Culturgest, Lisboa
22 de março, 10:00-12:30 - Arquipélago, Açores
No âmbito do projeto Isto não é um Cubo, que propõe repensar os modos de fazer e de olhar para a criação artística contemporânea, a curadora Marta Mestre traz uma intervenção essencial para a reflexão sobre o papel das instituições, da curadoria e do público na experiência atual.
A sua participação abre um espaço de diálogo sobre temas fundamentais como a relação entre arte e sagrado, a influência do consumo digital na fruição artística e os desafios da representatividade nos museus e coleções. Ao questionar a separação entre centro e periferia na produção artística, a convidada reforça a ideia de que qualquer território pode ser um espaço de criação e pensamento crítico, desmontando hierarquias impostas pelo sistema da arte.
Marta Mestre sublinhará a necessidade de tornar os museus mais transparentes e acessíveis, problematizando a forma como muitas coleções resultam de processos históricos marcados por desigualdades e extração colonial. A curadora vai destacar a importância de ressignificar esses acervos e de construir narrativas que incluam diferentes vozes e experiências, através de exemplos de Portugal e do Brasil, especialmente.
A discussão também abordará a tensão entre o mercado da arte e a criação artística como ferramenta de pensamento crítico, questionando até que ponto a arte pode realmente transformar a sociedade, distinguindo a sua capacidade de gerar consciência e debate da efetiva implementação de mudanças estruturais. Apesar das limitações, Marta Mestre procurará demonstrar como a arte continua a ser um espaço essencial para a criatividade e a experimentação, permitindo novas leituras sobre o mundo e sobre as relações de poder que nele operam. Serão abordados exemplos como as exposições "Farsa" (Sesc-Pompeia, São Paulo, 2020), "Problemas do primitivismo, a partir de Portugal" (CIAJG, Guimarães, 2024), nas quais Marta Mestre trabalhou.
Esta intervenção aberta ao público - num total de 9 ao longo da vida do projeto "Isto não é um Cubo" - estimula uma reflexão coletiva e participativa sobre o lugar da arte contemporânea na sociedade e incita os participantes a pensar o museu como um espaço vivo e polifónico, e a curadoria como um exercício de mediação e de transformação.
INC é um projeto desenvolvido em
coprogramação pelo Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas (São Miguel),
pela Culturgest (Lisboa) e pela Pó de Vir a Ser (Évora). As estruturas
artísticas convidadas são OSSO, Space Transcribers e Teatro do Frio. O projeto é
apoiado pela República Portuguesa - Cultura / DGArtes Direção Geral das Artes
no âmbito da RPAC - Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.
Marta Mestre é curadora e pesquisadora em
arte contemporânea, com trabalho desenvolvido em instituições culturais,
maioritariamente em Portugal e no Brasil. É formada em História da Arte e em
Cultura e Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, Portugal e pela
Université d´Avignon, França. Actualmente é curadora do MAC/ CCB, Lisboa. Foi
diretora artística do Centro Internacional das Artes José de Guimarães/CIAJG, em
Guimarães (2020-24), curadora do Instituto Inhotim (2016-17),
curadora-assistente no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2010-16) e
curadora-convidada na Escola de Arte Parque Lage (2015), no Rio de Janeiro,
Brasil. Foi co-curadora, com Ángel C. Ulloa, de "O Fantasma da
Liberdade"/ Anozero Bienal de Coimbra 2024. Escreve regularmente sobre
o trabalho de artistas, para instituições e
publicações especializadas. É membro do CIMAM/Comité Internacional de Museus e
Colecções de Arte Moderna. Foi membro externo do Conselho Geral da Universidade
do Minho (2021-22). Como docente convidada, colabora com várias universidades,
e é regularmente convidada para integrar comissões de júris de programas de
Artes Visuais e Coleções nacionais e internacionais.