Fotografia
Pedro Fazenda

Geologia da Atenção  |  A Condição do Campo | Residência Artística com Julia Dupont

4 de abril a 5 de maio  
Local: Pó de Vir a Ser, Évora
(atelier aberto + partilha de processo a anunciar)

"A direção que quero seguir na minha residência na Pó de Vir a Ser parte de uma observação recorrente em minhas pesquisas em Portugal nos últimos oito anos. O meu trabalho inspira-se em formas e sensações como: plano e verticalidade, porta e passagem, fechamento e abertura, antecâmara e impasse. A minha residência será uma oportunidade para aprofundar estas práticas e noções por meio de pesquisas fotográficas e documentais, que darão origem a uma nova série fotográfica chamada Rêves d’espaces, espaces rêvés ("Sonhos de espaços, espaços sonhados"). Essa série retratará espaços moldados pela imaginação, atravessados pelo olhar ou pela memória, entre o visível e o oculto, o acessível e o inatingível. Para além deste ponto de partida, uma imagem de uma peça de mármore surgiu em minha mente após visitas ao matadouro, talvez como ponto de partida para uma escultura. A residência será o momento de confrontar a imaginação com a realidade, permitindo um contato direto com a matéria, a técnica e o tempo necessário para dar forma ao trabalho."

— Julia Dupont





Condição do Campo é um ciclo de residências artísticas que explora a escultura em diálogo com outras formas de arte, como som, fotografia, pintura, desenho, performance e literatura. Esse espaço de experimentação busca novas formas de organizar a pedra e a escultura, expandindo seus limites e refletindo sobre seu significado.

GEOLOGIA DA ATENÇÃO é o programa bienal da Pó de Vir a Ser. A Pó de Vir a Ser é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes e Município de Évora. Integra a RPAC - Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.








Julia Dupont  (n.1990) É uma artista visual franco-portuguesa que vive e trabalha entre França e Portugal. Graduada em 2013 com um Mestrado em Fotografia e Arte Contemporânea na Université Paris 8, a sua prática combina fotografia, escrita, desenho/pintura, vídeo e escultura.

Participou em exposições coletivas em museus, galerias e colaborações com coletivos de artistas em Paris, Lisboa, Porto, Seul (Coreia do Sul) e Pequim (China). O seu trabalho foi publicado em livros em França, Bélgica, Coreia do Sul e China. Recebeu o apoio à fotografia documental contemporânea do Centre National des Arts Plastiques, em Paris, para a realização do seu projeto Épure em Portugal (2016-2018).

Em 2022, participou na Temporada França-Portugal com duas exposições individuais: no INSTITUTO, no Porto, e no Festival de l’Histoire de l’Art, no Château de Fontainebleau, a convite da Embaixada de Portugal em Paris. No outono de 2023, apresentou a sua exposição individual L’étreinte du silence na Galeria Pedro Oliveira, no Porto, em parceria com o Festival MaisFRANÇA, organizado pelo Institut Français du Portugal. Entre maio e junho de 2024, realizou uma residência no Córtex Frontal, em Arraiolos (Alentejo), com o apoio da Culture Moves Europe, financiado pelo Goethe-Institut e pela União Europeia. Em 2024, recebeu o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian – Delegação em França para a sua exposição individual Ricochets, que terá lugar na Progress Gallery, em Paris, em março de 2025. As suas obras integram coleções particulares em França, Portugal e Índia.

Julia Dupont é representada pela Galeria Pedro Oliveira, no Porto.