EM LINHA – UMA PEÇA PARA MATADOUROS

Uma performance de Coletivo Câmara

“EM LINHA – uma Peça para Matadouros” foi o resultado da residência artística do Coletivo Câmara no antigo Matadouro de Évora, em parceria com a Associação Pó de Vir a Ser, e foi apresentado no âmbito da chamada para Novas Criações do Artes à Rua – Festival de Artes Públicas.

Em Linha é um espectáculo itinerante que pretende dialogar directamente com a cidade onde o colectivo se apresenta e com o seu passado, levantando uma das atividades que mais se relaciona com a génese de qualquer centro urbano na era industrial: o abate de carne para consumo da população. Se a criação de um centro de abate tenta responder à necessidade de um grupo populacional, também é nesta dinâmica de poder sobre o outro – neste caso do humano sobre um animal que nunca chega a ser caçado, sendo apenas criado para morrer – que o grupo encontra um dos pontos de partida para este projecto: a necessidade de um bem de consumo ultrapassa qualquer reflexão possível sobre o lugar que ocupamos.

Lado a lado com um local onde a memória da morte é eminente, Em Linha lembra o mundo quotidiano assombrado pela necessidade de sucesso e trabalho, desleixado do mundo interpessoal, o humano reduzido ao mínimo e essencial. Se quisermos, falamos de uma sociedade de consumo, de cadeias alimentares, de abuso e sobrevivência, através de uma radiografia do ser humano, de predador a presa, como carne num matadouro, como um ser à espera da morte. 

FICHA ARTÍSTICA
Um projeto de Coletivo Câmara composto por Carolina Puntel, Isabel Milhanas Machado, Joana Ricardo e Rodolfo Freitas Sonoplastia: Luís Furtado;  Nelson P. Ferreira  Produção: Coletivo Câmara em parceria com a Associação Pó de Vir a Ser Apoios:Fundação GDA; Câmara Municipal de Évora. Criação e residência artística na Companhia Olga Roriz no âmbito do projeto Interferências. Um espetáculo integrado na programação do Festival Artes à Rua.

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